Farrucos Centro Flamenco e Grupo Farrucos de música Flamenca

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

O INFINITO DAS CORES - Sapiranga (Acompanhado por Daniel Velloso)


“É o palco, a sala da casa do artista. Os elementos vívidos prevalecem em seu canto, gestos, expressões e sentidos que num facho de luz, cor e sombra dão forma, com seus versos , a outra vida que se recria a partir do seu universo”.
(Sapiranga)

“O Infinito das Cores” é um espetáculo que revela as faces do Artista brasileiro inventivo, vetor e antena do mundo, inteiro.
Sapiranga nesse espetáculo apresenta um arcabouço de canções que demonstram vigor e contemporaneidade e que apontam outros rumos para a música brasileira. No show, os costumes e tradições indígenas, canções de Amor e Política, reunindo esses pensamentos e deixando tudo dentro de uma só harmonia.
O Caboclinho, ritmo original do litoral baiano, (maior fusão da música Indígena com a música Negra), é apresentado por Sapiranga em tons de tradicionalismo e modernidade numa maneira peculiar do artista de reinventar os ritmos e alterar suas células sem perder os sentidos. As canções que serão apresentadas em “O Infinito das Cores” correspondem às tantas facetas musicais que coabitam o pensamento do compositor que utiliza dos diversos ritmos brasileiros para compor o seu repertório.
Nesse espetáculo, Sapiranga mostra canções que farão parte do seu Próximo CD, numa maneira de compartilhar com o público a escolha dessas músicas.
Acompanhando Sapiranga, o Violonista Daniel Velloso que agrega sua musicalidade à apresentação. O espetáculo contará com as participações especiais da poetisa Lita Passos, dos Violonistas Otto Bruno e Gustavo Menezes, da Cantora e compositora Laura Dantas e também a bailaora Presentación Gonzalez (Dança Flamenca), numa alusão ao encontro da cultura ibérica com os Povos habitantes do nosso continente.
O espetáculo acontece no dia 07 de Maio, às 21Hs no Teatro Sesi-Rio Vermelho.
Ingressos no local ou pelosTelefones: (71) 8801 6334 / (71) 9249 5454.

quinta-feira, 16 de abril de 2009



FARRUCOS CENTRO FLAMENCO
Apresenta

SEIS CORDAS
Show cênico musical
Direção Gil Santana

Seis artistas e a maior paixão de suas vidas, encantando a todos com sua arte, emoção e sentimento. Uma viagem pela poesia de Federico Garcia Lorca, pelas danças Flamencas, pela música brasileira, pelo som genuíno das cordas da arte.
No palco é contado, cantado, dançado a arte e suas várias formas de encantar.
Esse é o espetáculo que conta com a participação de
Otto Bruno,
Daniel Velloso,
Laura Dantas,
Sapiranga
Presentación Gonzalez
Gil Santana

Dia 17 de abril, às 21 hs no Teatro Gil Santana. Informações pelos telefones 8801 6334/ 3489 2917/ 9933 6317


Seis Cordas é um espetáculo contemporâneo, com apresentação no teatro Gil Santana Rio Vermelho, Salvador; com músicos , cantores , ator e dançarino .
O SEIS CORDAS é um arrojado projeto de formação de linguagens buscando a inserção no mercado de novos talentos musicais, teatrais, fomento à produção artística local e incentivo à pesquisa artísticas. Linhas de pesquisa tão ricas e diferentes entre si, reunindo vontades estéticas que abarcam todas as formas de artes, dentre outras poéticas e que se cruzam hoje na busca de uma linguagem atualizada e vibrante, são a inspiração para a criação deste projeto.
Iniciativa da Farrucos Cento Flamenco, do Teatro Gil Santana, dos músicos Laura Dantas, Sapiranga, Otto Bruno e Daniel Velloso, que tem entre si o desejo de realizar uma mostra de seus talentos envolvidos em várias vertentes artísticas, o espetáculo é fruto de pesquisas musicas, teatrais, de dança e movimentos modernos, flamencos, etc... com pesquisas teórico/práticas sob a orientação dos mesmos e a direção teatral de Gil santana.
Realização Farrucos centro Flamenco e Teatro Gil Santana

Presentación Gonzalez
Diretora de Produção - SEIS CORDAS
Farrucos Cento Flamenco


CONTATOS
Farrucos
Presentacion Gonzalez
telefones 8801 6334/ 3489 2917/ 9933 6317
Teatro Gil Santana
Gil Santana
3489 2917/ 9933 6317



SEIS CORDAS
DIREÇÃO – Gil Santana
Farrucos Centro de dança

17 de abril de 2009
Sexta feira - 21horas
TEATRO GIL SANTANA - RIO VERMELHO
informações: / 3489 2917/ 9933 6317/8801 6334

CANTORES, MÚSICOS, BAILAORA E ATOR: Laura Dantas, Sapiranga, Otto Bruno, Daniel Velloso, Presentación Gonzalez, Gil Santana
Criado após várias discursões e intenções artísticas, SEIS CORDAS é uma viagem na paixão que cada artista tem por sua arte e da pesquisa de novas linguagens dentro do seu meio e das suas técnicas, misturando assim todas as vivências e manifestações da sua expressão. É um espetáculo que ao mesmo tempo que é música, é poesia, é teatro é dança, artes plásticas, imagem; e a gente percebe que não ha diferença entre elas apesar de as vezes tão distintas .
O Texto se apropria de poesias de Federico Garcia Lorca, danças Flamencas, músicas autorias contemporâneas da zona da mata, do urbanismo, do romantismo e também da linguagem teatral.
“ SEIS CORDAS", acontece em um palco, onde são construídas várias histórias que contam como nasce a inspiração e a criação de cada artista e como ele desenvolve essa manifestação, sendo criado assim, várias atmosferas e cenários que contam, como num filme ou numa historia infantil, apesar de várias formas, uma única historia, a do artista e sua paixão pelo que faz.
No elenco nomes de peso, Laura Dantas, Sapiranga, Otto Bruno, Daniel Velloso e artistas com a experiência e a sagacidade de que os personagens precisam; caminhando do humor ao drama e desenhando com delicadeza as atmosferas e nuances da cena.
Para a realização de um espetáculo tão delicado e minimalista, foi escolhido um edifício cênico alternativo, O Teatro Gil Santana, no Rio Vermelho. Um espaço que conserva as características do palco italiano, com a relação frontal palco/platéia, mas também traz as características dos espetáculos de câmara, um espaço pequeno, alternativo, sem as características de estrutura e caixa cênica formal, quebrando a rigidez do palco teatral. Um formato, que incentiva a criação de uma maior relação de proximidade entre público e obra.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aula Inaugural Aberta da Farrucos Centro Flamenco




Em Janeiro de 2009 a Farrucos firmou uma parceria com o Teatro Gil Santana.



Dessa parceria nasceu a Farrucos Centro Flamenco, um espaço destinado ao ensino do baile, música, pesquisa e divulgação da cultura flamenca.



Com toda a competência e tradição do Teatro Gil Santana, aliada à paixão e dedicação da Farrucos esperamos criar um espaço repleto de possibilidades para profissionais, alunos e amantes do flamenco. Temos vários planos em andamento e gostaríamos muito de compartilhar nossa criação com vocês.



Para isso, no dia 03 de março (terça-feira), iremos realizar uma grande aula inaugural das 18 às 20hs. Nesse momento, queremos apresentar o nosso espaço, conversar sobre planos, linha de trabalho e aproveitar para reunir flamencos.



Esperamos por vocês bailaoras e bailaores, alunos e alunas, guitarristas, cantores e estudiosos....



Venha aproveitar essa aula...ela é para todos e de todos...




A Farrucos Centro Flamenco / Teatro Gil Santana fica na Rua Professora Almerinda Dutra, nr. 67. Entrada em frente à Igreja dos Pescadores no Rio Vermelho...



Qualquer dúvida, ligue... tel.: (71) 3489 2917 (teatro) ou 8801 6334



Presentación Gonzalez

Farrucos - Centro Flamenco

domingo, 4 de janeiro de 2009

PREGÓN POR MILONGA - José el Cabrero

De niño no me gustava
los livros ni la sotana
ni salir en procesión.
Era tan desobediente
como el viento de poniente
revoltoso y juguetón.

Yo invérs de mirar para el cielo
me puse a medir el suelo
que me tocava de andar.
Y no seguia al rebaño
porque ni el pastor ni el amo
eram gente de fiar.

Empezé haciendo carreira
por atajo riberea
muy estrechos para mí.
Y decia mi vecino
que llevava mal camino
apartado del revino.

Como aquel al que casa outorga
y aunque la ignorancia es sorda
pude levantar la voz:
mas fuerte que los ladridos
de un pero consentido
y que la voz del pastor.

Siempre fui esta oveja negra
que supo esquivar las piedras
que me atirava narda.
Y mientras mas pasan los años
mas me aparto del rebaño
porque no se adonde van.

ESPANHA - Clarice Lispector

“Quase não era canto, no sentido em que este é aproveitamento musical da voz. Quase não era voz, no sentido em que esta tende a dizer palavras. O canto flamenco é antes da voz ainda, é fôlego humano. Uma palavra ou outra às vezes escapava, revelando de que era feita aquela mudez cantada: de história de viver, amar e morrer. Essas três palavras não ditas eram interrompidas por lamentos e modulações. Modulações de fôlego, primeiro estágio de voz que capta o sofrimento no seu primeiro estágio de gemido. E de grito. E mais outro grito, este de alegria por se ter gritado. Em torno, a assistência aconchega-se escura e suja. Depois de uma das modulações que de tão prolongada morre em suspiro, o grupo esgotado como o cantor murmura um Olé em amém, última brasa.
Mas há também o canto impaciente que a voz apenas não exprime: então um sapateado nervoso e firme o entrecorta, o Olé que o irrompe a cada instante não é mais amém, é incitamento, é touro negro. O cantor, de dentes quase cerrados, dá à voz a cegueira da raça, mas os outros exigem mais e mais, até conseguirem o instante espasmo: Espanha.
Ouvi também o canto ausente. É feito de um silêncio cortado de gritos da assistência. Dentro da clareira de silêncio, em semente ardente, um homem pequeno, seco, escuro, de mãos nas ilhargas, cabeça atirada para trás, marca com o duro taco dos sapatos o ritmo incessante do canto ausente. Nenhuma música. E nem é uma dança. O sapateado é antes da dança organizada – é o corpo manifestando-se, pés transmitindo até a ira em linguagem que Espanha entende. A assistência se concentra em fúria no próprio silêncio. De quando em quando a provocação rouca de uma cigana, toda de carvão e trapos vermelhos, em que a fome se tornou dor e ameaça. Não era espetáculo, não se assistia: quem ouvia era tão essencial como quem batia os pés em silêncio. Até a exaustão, comunicam-se durante horas através dessa linguagem que, se algum dia teve palavras, estas foram se perdendo pelos séculos – até que a tradição oral passou a ser transmitida de pai para filho apenas como ímpeto de sangue.
E vi o par da dança flamenca. Não sei de outra em que a rivalidade entre homem e mulher se pusesse tão a nu. Tão declarada é a guerra que não importam os ardis: por momentos a mulher se torna quase masculina, e o homem a olha admirado. Se o mouro em terra espanhola é o mouro, a moura perdeu diante da aspereza basca a moleza fácil; a moura espanhola é um galo até que o amor a transforme em Maja.
A conquista difícil nessa dança. Enquanto o dançarino fala com os pés teimosos, a dançarina percorrerá a aura do próprio corpo com as mãos em ventarola: assim ela se imanta, assim ela se prepara para tornar-se tocável e intocável. Mas, quando menos se espera, sua botina de mulher avançara e marcará de súbito três pancadas. O dançarino se arrepia diante dessa crua palavra, recua, imobiliza-se. Há um silêncio de dança. Aos poucos o homem ergue de novo os braços e, precavido – com temor e não pudor -, tenta com as mãos espalmadas sombrear a cabeça orgulhosa da companheira. Rodeia-a várias vezes e por momentos já se expões quase de costas para ela, arriscando-se quem sabe a que punhalada. E se não foi apunhalado é que a dançarina de súbito recolheu-lhe a coragem: este então é o seu homem. Ela bate os pés, de cabeça erguida, em primeiro grito de amor: finalmente encontrou seu companheiro e inimigo. Os dois recuam eriçados. Reconheceram-se. Eles se amam.
A dança propriamente dita se inicia. O homem é moreno, miúdo; obstinado. Ela é severa e perigosa. Seus cabelos foram esticados, essa vaidade da dureza. É tão essencial essa dança que mal se compreende que a vida continue depois dela: este homem e esta mulher morrerão. Outras danças são a nostalgia dessa coragem. Esta dança é a coragem. Outras danças são alegres. A alegria desta é séria. Ou a alegria é dispensada. É o triunfo mortal de viver o que importa. Os dois não riem, não se perdoam. Compreendem-se? Nunca pensaram em se compreender, cada um trouxe a si mesmo como único estandarte. E quem foi vencido – nessa dança os dois são vencidos – não se adoçará na submissão, terá aqueles olhos espanhóis, secos de amor e raiva. O esmagado – os dois serão esmagados – servirá vinho ao outro como um escravo. Embora nesse vinho, quando vier a paixão do ciúme, possa estar o veneno da morte. O que sobreviver se sentirá vingado. Mas para sempre sozinho. Porque só esta mulher era sua inimiga, só este homem era seu inimigo, e eles se tinham escolhido para a dança."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

CINE PASIÓN NO DIA 12 DE DEZEMBRO COM "AMOR BRUJO"


SOBRE O ESPETÁCULO "CAMINO" - Por Adriana Melo


Gostaria de parabenizar todos os integrantes que fizeram parte do espetáculo de dança "Camino" dirigido por Roberta Campos, professora de Flamenco e Dança Árabe.
O que vi foram danças lindas, coreografias maravilhosas assim como todo o contexto do show que foi apresentado. Começando com a demonstração de imagens e de filmes clássicos como Latcho Drom. Depois, iniciando o primeiro ato, veio um maravilhoso número de Dança Árabe, com Roberta e sua aluna, que a mim causou fascínio pela beleza e delicadeza.
Depois vieram mais e mais danças no estilo árabe. Roberta solou algumas vezes entre as apresentações de suas aprendizes, fazendo um belíssimo ‘Said’ (dança com a Bengala) e um solo de’ Derbak’, com a participação do conceituado músico Ives Soeiro, encerrando o primeiro ato.
Um belíssimo solo do músico Gustavo Menezes deu inicio ao segundo ato, trazendo a força e firmeza do flamenco, o que ocasionou um contraste muito feliz entre a delicadeza da dança árabe. Entre os músicos estavam, Otto Bruno, Ricardo Cathala e Gustavo Menezes músicos que deram show como sempre com suas guitarras. E com eles, Mariana Marin tocando Cajón e cantando com sua voz doce e delicada.
No corpo de baile, Presentación Gonzalez, Laura Pacheco, a própria Roberta Campos e suas pupilas.
Iniciando com a Roberta, depois as pequenas notáveis dançaram - lindas alunas que dançaram como gente grande – em seguida, a Laura Pacheco com sua firmeza de sempre, linda Laura, e Presentación, que me emociona, (ela sabe disso) rs, e arranca sempre "olés" meus e de quem a vê. Com algumas mais apresentações, veio o término do espetáculo, que a mim agradou muito, e acredito que a todos que presenciaram.
Parabéns!
Adriana Melo é envolvida com a dança cigana e aluna de flamenco.
Carta recebida por Farrucos Centro Flamenco.
Envie seu texto e crítica para Farruco-s@hotmail.com